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Got A, o EP de estréia do multimídia Skin

Videomaker e músico, Luiz, ou Skin, lançou o primeiro EP, com faixas cuja sonoridade lembra velhos tempos

Skin nasceu Luiz Brombal e foi criado em jundiai, onde mora até hoje. Seu EP de estréia, Got A, é instigante e dá vontade de ouvir a próxima faixa para saber o que é que vem. O trabalho tem coerência estética. Um conjunto. Faz lembrar velhos LPs e sonoridades esquecidas de décadas passadas. Vale parar para ouvir.
Skin trabalha como videomaker, mas gosta também de cozinhar. Começou na música tocando teclado aos 8 anos por vontade dos pais, mas aos 16 passou a explorar sozinho outros instrumentos por vontade própria. Atualmente estuda teoria musical. “Ouço de trance a moda de viola, acho que cada som cria um caminho no cérebro”, diz ele.
Sobre o álbum de estréia, o Got A: “Já venho produzindo há muito tempo, mas de forma aleatória, hora fazendo bases de rap, horas explorando cumbia psicodélica… essa aleatoriedade por um lado me atrapalhou um pouco por nunca conseguir fazer uma sequencia coerente”.
Uma banda de jazz serviu de inspiração: “A principio eu me inspirei bastante em uma banda de jazz eletrônico chamada Passport. Baseado nisso produzi uma track, que é a penúltima do EP e deu origem às outras. Produzi três faixas em Curitiba, no meio da natureza, depois dei continuidade na minha casa, em Jundiaí. Ainda sobre esse EP, por mais que tenha elementos eletrônicos, a idéia era que soasse orgânico”.
E esse lance de pessoas falando, vozes gravadas que aparecem no EP? Skin é quem explica. “Por ser instrumental, queria pelo menos dar um direcionamento ao ouvinte, acho que os recortes ajudam nisso. A primeira faixa que produzi sampleei vinhetas de grandes produtoras como Paramount e THX… ai pra seguir numa linha cinema peguei as vozes de um documentário. A idéia da Marilia Gabriela veio depois porque eu a imitava. E na finalização no estúdio acabei recortando uns pedaços do Black Mirror também, que é um série americana”
A idéia de gravar surgiu quando Luiz apresentou a idéia ao produtor Raphael Errea e pro pessoal do selo Sound Food Gang. “Eles rapidamente viram potencial e me apoiaram pra que eu terminasse a obra. Terminada a produção fui pro estúdio e lá acrescentamos mais alguns elementos e pronto”, explica.
Enquanto trabalha com o Got A, prepara o próximo projeto, um álbum visual, com três faixas, ainda sem previsão de lançamento. Quando ao Got A, já vê resultados. “Por ser o primeiro trabalho não sei muito o que esperar, já tão rolando alguns shows mas sempre com uma apresentação diferente. Acho que ainda não encontrei meu gênero musical e talvez eu nunca me encaixe um… sigo sendo aleatório”, finaliza.

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